quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Seca

A reminiscência, onde
Não sei se vejo
Mas ainda prevaleço
Das dezenas de máscaras a contornar minha face
A que mais pesa és tu
E já nem sei o que fazer de nós
Das tuas reticências em meu corpo
Adicto em explanações de si
Em ocorrências nos teus palcos
De momentos esquecidos

Que mágica é esta que destitui o teu trono
Ah, querido
A vida é esta desilusão toda que pensas
Mas te revoltas e te apegas
Nos meus versos estrábicos
(E eu nesta melancolia passageira que bem sei...)

Faz calor agora, e mosquitos voam ao meu redor
Parecem querer tirar meu sangue
Mas não há o que tirar
Tudo já flui nas tuas veias
E agora só águas de ribeiras falsas me compõem
Agora faz calor; meus rios secam
Talvez por isso eu sue
É que minhas águas lá dentro procuram escapar
E por isso já estou
Longe, longe...

Liberto das cadeias de mim mesmo.

Um comentário:

Jeniffer Haddad disse...

Amei o poema! Amei muito mesmo! *--*